Cruz no peito, mas o gesto vazio, Fé de vitrine num mundo tão frio. Jesus sangrou por amor verdadeiro, Mas a gente escolhe o caminho mais ligeiro. Mateus vinte e cinco, tá lá, preto no branco: “Fome? Dá pão. Sede? Dá água no manto.” Não é sobre templo, nem sobre altar, É sobre quem a gente escolhe amar. Ele falou: "Tava nu, e você me vestiu? Era eu no pobre, no fraco, no infantil." Mas passa batido, finge que não vê, Porque ajudar custa mais que dizer. Páscoa não é só coelho, chocolate, É sangue, é dor, é amor no combate. Se o Cristo é vivo, tá na rua, no chão, E o critério é o amor, não a religião. Páscoa é cruz, é corpo partido, É fome saciada, é abraço estendido. Salvação não vem de aparência, Mas de viver o amor com consciência. Se não dá pão, se não dá abrigo, Tá negando Cristo, tá negando o amigo. Mateus vinte e cinco, Ele já avisou: O que você fez, foi pra mim que ficou.