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CULPA TRANSFERÍVEL AO ANIMAL

(Estrofe 1) No dia solene do rito marcado, um bode era ao povo apresentado, sobre ele as mãos vinham pousar para as culpas do povo levar. (Estrofe 2) Confissões caíam sobre o animal, símbolo vivo do peso moral, e o deserto tornava-se então destino da antiga transgressão. (Estrofe 3) Partia o bode na trilha vazia, carregando a culpa da comunidade fria, como se o erro pudesse migrar para outro ser e ali repousar. (Estrofe 4) Assim a consciência coletiva buscava saída substitutiva, como se o mal pudesse partir bastando alguém o assumir. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da culpa lançada, que transfere o erro à vítima marcada, em Jesus revelas outra direção: cada vida enfrenta seu próprio coração. (Estrofe 5) Cristo então surge entre multidões, tocando as raízes das intenções, dizendo que o mal, em revelação, nasce no íntimo do coração. (Estrofe 6) Não é o gesto de expulsar que faz a verdade despertar, pois quem projeta a culpa exterior não cura o íntimo interior. (Estrofe 7) E quando a turba quis condenar a mulher pronta a apedrejar, Jesus escreve no chão da razão e chama cada um à reflexão. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da culpa lançada, que transfere o erro à vítima marcada, em Jesus revelas outra direção: cada vida enfrenta seu próprio coração. (Estrofe 8) Quantas vezes repeti tradição acusando outros pela transgressão, como se o mundo se purificasse quando um culpado se afastasse. (Estrofe 9) Mas Cristo revela, em voz verdadeira, que a mudança nasce de dentro para fora inteira, pois o perdão que renova a vida começa na alma arrependida. (Estrofe 10) Assim a fé deixa a projeção e assume humilde transformação, pois Deus prefere restaurar a quem decide recomeçar. (Ponte) Perdoa-me, Senhor, por ter sustentado um Deus que aceitava o erro deslocado, quando teu Filho veio ensinar que a verdade começa ao confessar. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da culpa lançada, que transfere o erro à vítima marcada, em Jesus revelas outra direção: cada vida enfrenta seu próprio coração. (Refrão Final) Agora descanso em Jesus, Deus-Amor, livre da máscara do acusador, sei que jamais dividirás condenação, pois tua graça transforma o coração.

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