
(estrofe 1) Ainda ouço os sinos da minha emoção, Chamando meu coração para a congregação; Na singela igreja do meu florescer, Aprendi que o amor também ensina a viver. (estrofe 2) Os bancos guardavam histórias sem fim, Cada culto deixava um jardim dentro de mim; As vozes unidas em suave louvor, Vestiam de esperança o meu interior. (estrofe 3) Os cânticos simples subiam aos céus, Misturando meus sonhos aos sonhos de Deus; Cada melodia bordava em meu ser, Um desejo sincero de sempre crescer. (estrofe 4) Os professores, com paciência e bondade, Plantavam sementes de fé e fraternidade; Mais que palavras, mostravam pelo viver, Que servir ao próximo é também florescer. (refrão) Tenho saudades de mim na igreja da infância querida, Onde a comunhão iluminava cada dia da vida; Cultos, encontros, cânticos e formação espiritual, Continuam vivos em meu coração como bem imortal. (estrofe 5) Os amigos sorriam na mesma direção, Compartilhando brinquedos, abraços e oração; Cada encontro fortalecia meu caminhar, Como estrelas que aprendem juntas a brilhar. (estrofe 6) As histórias sagradas despertavam o pensar, Ensinando a amar antes mesmo de falar; Jesus surgia manso, chamando a servir, Transformando o cotidiano em novo porvir. (estrofe 7) As celebrações marcavam o calendário, Com alegria singela e afeto solidário; Cada rosto tornou-se memória feliz, Raiz profunda da esperança que fiz. (refrão) Tenho saudades de mim na igreja da infância querida, Onde a comunhão iluminava cada dia da vida; Cultos, encontros, cânticos e formação espiritual, Continuam vivos em meu coração como bem imortal. (estrofe 8) O silêncio das preces falava ao coração, Muito além das palavras de qualquer oração; Aprendi que a fé cresce em simplicidade, Quando floresce unida à solidariedade. (estrofe 9) As mãos estendidas ensinavam a repartir, Mostrando que a vida encontra sentido em servir; A esperança brotava sem pedir explicação, Como nascente escondida no chão. (estrofe 10) Hoje percebo com sincera gratidão, Quanto recebi naquela formação; A igreja da infância permanece a existir, Nas sementes de amor que ainda fazem florir. (ponte) Lamento os dias em que deixei esquecer, O encanto singelo daquele aprender; Por vezes troquei a pressa pela comunhão, Esquecendo que o amor sempre foi a lição. (refrão) Tenho saudades de mim na igreja da infância querida, Onde a comunhão iluminava cada dia da vida; Cultos, encontros, cânticos e formação espiritual, Continuam vivos em meu coração como bem imortal. (refrão final) Hoje abraço minha vida com renovado ardor, Escolho caminhar espalhando amor; Mesmo quando a tristeza desejar ficar, Eu me amo e decido, com alegria, continuar.

