
(estrofe 1) Ser gente é saber que a vida pulsa em cada ligação, É caminhar leve, sem ferir e sem guardar escuridão. É respirar profundo quando a alma quer gritar, E deixar que a paz responda onde a mágoa quer morar. (estrofe 2) O rancor é uma pedra que cresce lenta no peito, Um peso que nos dobra, tirando-nos do eixo. Perdoar é leveza que sopra do alto do vento, É sol abrindo frestas no mais duro pensamento. (estrofe 3) Ser gente é aceitar que todos tropeçam algum dia, Que ninguém acerta sempre, ninguém vive só alegria. E o perdão é ponte firme ligando dor e libertação, É um rio que atravessa e lava fundo o coração. (refrão) Perdoar é escolher o caminho que cura, É abrir o peito e deixar ir toda fissura. Só cresce quem solta o que lhe feriu, Só vive em plenitude quem já perdoou e sorriu. (estrofe 4) A mágoa é visitante que não merece hospedagem, Trava passos, rouba sonhos e prende a nossa coragem. Mas o perdão devolve asas, e a alma volta a voar, Fazendo do simples gesto um novo jeito de amar. (estrofe 5) Ser gente é entender que a dor também ensina, Que o perdão que ofereço é a cura que ilumina. É saber que o coração renasce quando escolhe libertar, E que ninguém se levanta enquanto insiste em se vingar. (refrão) Perdoar é escolher o caminho que cura, É abrir o peito e deixar ir toda fissura. Só cresce quem solta o que lhe feriu, Só vive em plenitude quem já perdoou e sorriu. (estrofe 6) Há caminhos que só se abrem quando deixamos o passado, Quando o peito decide ser jardim e não terreno abandonado. O perdão é água viva que germina o impossível, Tornando o coração fértil, mais firme e mais sensível. (estrofe 7) Ser gente é recomeçar mesmo com dor na memória, É aprender que soltar rancores reescreve nossa história. E que o perdão, quando chega, ilumina até a ferida, Fazendo da cicatriz uma prova de vida vivida. (refrão) Perdoar é escolher o caminho que cura, É abrir o peito e deixar ir toda fissura. Só cresce quem solta o que lhe feriu, Só vive em plenitude quem já perdoou e sorriu.

