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Cantem: força Brasil Josias Moreira de Alcântara

Brasil, avante, coragem! Que o clamor da liberdade Rompa as sombras da engrenagem Onde habita a crueldade. Há um medo que estremece, Um suor que se derrama, Um povo que não esquece Quando a injustiça inflama. E o pão, tão disputado, Foge ao braço que trabalha, Como prêmio sequestrado De quem luta e não falha. Brasil, avante, ergue a mão, Que a luz renasce da multidão. Se a noite pesa, o povo é farol, E a liberdade é o nosso sol. Brasil, mantém vigilância, Abre os olhos, coração. Que a força da esperança Guie a próxima eleição. Há discursos que dividem, Há promessas que adoecem, E os que produzem, que erguem, Temem dias que entristecem. Pois a festa autoritária Vem disfarce de alegria, Mas revela, na verdade, Um silêncio que vigia. Fica atento, meu Brasil, Que a esperança não se cala. Quando o povo está unido, Nenhum medo nos abala. Brasil, a tua bandeira, Hoje em tons que não são teus, Carrega a dor verdadeira De um povo olhando aos céus. Há quem dite a própria ordem, Há quem venda a própria paz, Há quem finja ser o norte Quando a bússola desfaz. E a cultura que corrói Vem sorrindo, disfarçada, Mas o povo nunca foi Uma terra derrotada. Verde e amarelo a vibrar, Cores que ninguém apaga. Quando o povo despertar, Toda sombra se retrai e vaga. Brasil, não temas a luta, Ergue firme a tua voz. A união jamais reluta Quando o futuro é de todos nós. Contra a máscara imponente De poderes tão distantes, Que se julgam mais que a lei E se veem como gigantes. Mas a força verdadeira Vem do chão, vem da semente, Vem da alma brasileira Que resiste eternamente. Da terra vem nossa força, Do povo vem nossa lei. Brasil, levanta e avança, Somos mais do que já sei.