
(estrofe 1) Ser gente é carregar no peito uma luz, Que não se apaga quando a dor seduz. É recusar o riso diante da queda alheia, E estender a mão quando a vida bambeia. (estrofe 2) É saber que a justiça não é espetáculo ou troféu, Mas horizonte aberto sob o mesmo céu. Quem celebra o mal que ao outro alcança, Perde a alma, perde a esperança. (estrofe 3) A queda de alguém não é palco de vitória, Nem sustento triste para a nossa história. Ser humano é guardar compaixão madura, E negar ao coração a sombra que tortura. (refrão) Quem é inteiro não vibra com a dor, Não faz da injustiça um estranho louvor. Pois o bem verdadeiro jamais se disfarça, E o amor não floresce onde a crueldade passa. (estrofe 4) Ser gente é sentir o mundo com sensibilidade, É enxergar no outro a nossa própria fragilidade. É saber que cada vida tem valor profundo, E que ninguém é descartável neste mundo. (estrofe 5) Nunca se vence pisando quem tenta ficar de pé, Nem se constrói paz com desdém e má fé. Justiça é ponte, não muralha fria, É cura que aproxima, é luz que irradia. (refrão) Quem é inteiro não vibra com a dor, Não faz da injustiça um estranho louvor. Pois o bem verdadeiro jamais se disfarça, E o amor não floresce onde a crueldade passa. (estrofe 6) Ser gente é amar mesmo quando é difícil, É domar no peito qualquer impulso hostil. É aprender que a dignidade é chama constante, E que o perdão é vitória de quem segue adiante. (estrofe 7) O coração justo não busca humilhação, Nem aplaude tropeços na escuridão. Pois ser humano é ter alma compassiva, E lutar para que a bondade permaneça viva. (refrão) Quem é inteiro não vibra com a dor, Não faz da injustiça um estranho louvor. Pois o bem verdadeiro jamais se disfarça, E o amor não floresce onde a crueldade passa.

