
(estrofe 1) Sendo gente no simples gesto diário A mão se estende sem pedir holofote É pão repartido no caminho árido É luz acesa sem cobrar o poste (estrofe 2) Ser gratuito é água que corre livre Não pergunta o nome de quem bebe É passo manso que o orgulho inibe É bem que nasce e não se mede (estrofe 3) Há um bem que não pede troféu Nem carimbo, nem placa na parede É o coração fiel ao céu Que faz do cuidado a sua sede (refrão) Ser gratuito é amar sem vitrine É fazer o bem por ser humano Quando o eu se cala, o nós define O amor acontece soberano (estrofe 4) No silêncio do gesto escondido A esperança aprende a respirar É o tempo doado, não exibido É servir sem querer liderar (estrofe 5) Sendo gente, a ética é chão Onde o outro não vira degrau Ajudar é linguagem do pão Que alimenta sem selo moral (refrão) Ser gratuito é amar sem vitrine É fazer o bem por ser humano Quando o eu se cala, o nós define O amor acontece soberano (estrofe 6) Há riquezas que não fazem barulho E tesouros que não viram post É vencer o próprio orgulho E ser abrigo, não holofote (estrofe 7) No fim, o que fica é o traço De quem passou e não cobrou Sendo gente, passo a passo Fez do amor o seu labor (refrão) Ser gratuito é amar sem vitrine É fazer o bem por ser humano Quando o eu se cala, o nós define O amor acontece soberano

