
(estrofe 1) Na estrada poeirenta da fé em movimento, o amor atravessa muros e preconceito lento, não pergunta a cor, o nome ou o lugar, apenas estende a mão para quem quer chegar. (estrofe 2) Há mesas maiores que títulos e brasões, onde o pão se reparte em muitas nações, o Reino floresce fora do padrão, quando o abraço vence a segregação. (estrofe 3) Teologias de ferro tentaram medir valor, pesando a pele, a renda, o endereço e a dor, mas a graça rompe a balança desigual, e chama de irmão quem chamaram de marginal. (refrão) Não há raça na mesa do amor, nem classe no canto do perdão, o Deus que nos une em favor derruba os muros da exclusão. (estrofe 4) O sagrado não cabe em castas e castelos, prefere os becos, os campos, oselos, onde a esperança aprende a cantar sem pedir licença para existir e amar. (estrofe 5) Quando a fé se veste de superioridade, perde o cheiro simples da humanidade, mas a verdade caminha de pés no chão, misturando histórias na mesma canção. (refrão) Não há raça na mesa do amor, nem classe no canto do perdão, o Deus que nos une em favor derruba os muros da exclusão. (estrofe 6) Defender a teologia é libertar a visão, é rasgar os rótulos, abrir o coração, é ouvir no outro a própria voz, e reconhecer o nós dentro do nós. (estrofe 7) Onde antes havia fronteira e divisão, brota encontro, partilha e comunhão, o amor reescreve a história social, fazendo do diverso um sinal universal. (refrão) Não há raça na mesa do amor, nem classe no canto do perdão, o Deus que nos une em favor derruba os muros da exclusão.

