
(estrofe 1) A chuva cai mansa, como verso que acaricia, Nas folhas do tempo, tua lembrança me guia, Mesmo nos dias frios, sinto o calor do teu olhar, És meu abrigo eterno, meu refúgio no luar. (estrofe 2) Cada gota que toca o chão, leva um pouco de saudade, Mas devolve em perfume, tua pura verdade, Nos pingos ouço canções que só o amor traduz, Melodias que nascem da alma, onde mora tua luz. (estrofe 3) O vento mistura teus cabelos ao cheiro do céu, E a chuva desenha teu nome no véu, Do horizonte molhado brota a lembrança, De um amor que floresce em plena bonança. (refrão) Mesmo sob nuvens, teu amor me aquece, Como sol que insiste e nunca esmorece, Na chuva encontro o toque do Criador, Que rega a semente do nosso amor. (estrofe 4) Teus olhos refletem o brilho do orvalho, São dois faróis no amanhecer do atalho, Onde sigo descalço, com fé e ternura, Entre gotas e sonhos, encontro a doçura. (estrofe 5) A tempestade às vezes chega, e me desafia, Mas teu amor é ponte, que vence a ventania, Quando o mundo silencia, tua voz me chama, E o relâmpago é poesia que revela a chama. (refrão) Mesmo sob nuvens, teu amor me aquece, Como sol que insiste e nunca esmorece, Na chuva encontro o toque do Criador, Que rega a semente do nosso amor. (estrofe 6) A chuva que cai é bênção, não castigo, É promessa do tempo, é Deus comigo, Nos dias cinzentos, teu riso é meu farol, És o arco-íris depois do temporal. (estrofe 7) E quando o chão se cobre de flores e cor, Vejo no céu o sinal do nosso amor, Pois até nas lágrimas que a vida traz, Brota em nós a esperança que nunca se desfaz. (refrão) Mesmo sob nuvens, teu amor me aquece, Como sol que insiste e nunca esmorece, Na chuva encontro o toque do Criador, Que rega a semente do nosso amor.

