
(estrofe 1) No pomar silencioso da vida madura, onde o vento conversa com o coração, descobri no teu amor rara doçura que acalma a sede da minha emoção. (estrofe 2) Entre frutos que o tempo jamais cultiva, teu carinho floresce em sabor fiel, é ternura que a alma revive como o mel que se esconde no céu. (estrofe 3) Teu amor amadurece na espera serena, como fruto guardado no ramo da paz, e a esperança que em mim se acena bebe vida no bem que teu afeto traz. (estrofe 4) Não é doce que passa ligeiro no vento, nem perfume que o tempo desfaz, é sabor que permanece no pensamento como luz que na alma se refaz. (refrão) Teu amor tem sabor de manhã tranquila, de pomar que a esperança plantou, pois quem prova da graça que nele cintila descobre a doçura que o céu semeou. (estrofe 5) Nos desertos da vida apressada e severa onde o gosto do mundo se torna vazio, teu amor é colheita que espera como fruto nas margens de um rio. (estrofe 6) Teu cuidado é mesa posta na estrada, é convite silencioso à comunhão, onde a alma cansada e marcada encontra ternura e renovação. (estrofe 7) Como vinho que alegra sem ferir a mente, teu amor é sabor que consola e conduz, e na calma que brota suavemente nasce dentro da alma outra luz. (refrão) Teu amor tem sabor de manhã tranquila, de pomar que a esperança plantou, pois quem prova da graça que nele cintila descobre a doçura que o céu semeou. (estrofe 8) Teu amor amadurece nos dias pequenos, nas palavras que sabem cuidar, é jardim que floresce sereno quando o tempo aprende a amar. (estrofe 9) Há sabores no mundo que enganam a vida, mas teu fruto é verdade no ser, é promessa que nunca é perdida no caminho de quem sabe crer. (estrofe 10) Por isso guardo no peito essa doçura que teu amor sem pressa me deu, pois quem prova dessa ternura descobre o sabor do próprio Deus. (refrão) Teu amor tem sabor de manhã tranquila, de pomar que a esperança plantou, pois quem prova da graça que nele cintila descobre a doçura que o céu semeou.

