
(estrofe 1) Defendendo teologia com pés no chão A dor humana não pede acusação Corpos frágeis contam histórias reais Que não cabem em culpas morais (estrofe 2) Há quem leia a febre como sentença E transforme o leito em penitência Mas a fé que nasce do amor Não mede virtude pela ausência de dor (estrofe 3) Jesus tocou feridas sem interrogar Não pediu currículo antes de curar Viu na cegueira um campo aberto Para a graça agir por inteiro (refrão) Não é o corpo que mede a fé Nem a doença diz quem Deus é A cura começa no olhar fraterno Que liberta o humano do juízo eterno (estrofe 4) Defender teologia é recusar o atalho Que faz da enfermidade um falho Deus não escreve culpa na carne Nem usa a dor como alarme (estrofe 5) Há mistérios que a ciência estuda E há lágrimas que a fé ajuda Mas confundir pecado com adoecer É ferir duas vezes quem só quer viver (refrão) Não é o corpo que mede a fé Nem a doença diz quem Deus é A cura começa no olhar fraterno Que liberta o humano do juízo eterno (estrofe 6) A fé verdadeira senta ao lado Do enfermo cansado e machucado E em silêncio aprende a orar Sem explicar o que não pode explicar (estrofe 7) Defendendo teologia com compaixão A cruz não é régua de condenação Jesus mostrou, com mãos e voz Que a culpa não cura, o amor refaz (refrão) Não é o corpo que mede a fé Nem a doença diz quem Deus é A cura começa no olhar fraterno Que liberta o humano do juízo eterno

