
(estrofe 1) Falaram de um Deus tomado de ciúme, Guardando com rigor sua afeição; Mas Cristo revelou outro perfume: O infinito aroma da compaixão. (estrofe 2) Não vi em teus olhos competição, Nem temor de perder teu esplendor; Pois quem é fonte da criação Jamais diminui seu próprio amor. (estrofe 3) O céu não disputa com as estrelas, Nem o mar inveja o rio a correr; Assim tua grandeza é tão bela, Que faz toda criatura florescer. (estrofe 4) Teu Filho resumiu toda a Lei, Sem ameaças ou opressão; Amar a Deus e ao próximo encontrei, Como o centro da revelação. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Teu coração não vive preso ao ciúme ou ao temor. Jesus resumiu tua vontade no amor, e nele encontrei O Deus que convida toda a humanidade à comunhão e ao amor. (estrofe 5) Como o sol reparte sua luz, Sem perder sequer um raio seu; Assim tua bondade nos conduz, Sem diminuir o ser de Deus. (estrofe 6) O jardim não teme novas flores, Nem a fonte teme repartir; Assim multiplicas teus favores, Chamando todos para servir. (estrofe 7) O amor jamais precisa impor-se, Nem dominar pela aflição; Tua graça prefere oferecer-se, Conquistando o livre coração. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Teu coração não vive preso ao ciúme ou ao temor. Jesus resumiu tua vontade no amor, e nele encontrei O Deus que convida toda a humanidade à comunhão e ao amor. (estrofe 8) Nem a dúvida apagou tua esperança, Nem o erro venceu teu querer; Sempre sustentaste a aliança Com paciência para acolher. (estrofe 9) Como o vento abraça os campos, Sem exigir qualquer favor; Assim espalhas teus encantos Na simplicidade do amor. (estrofe 10) Hoje contemplo tua beleza, Livre do medo e da prisão; Pois tua eterna natureza É perfeita reconciliação. (ponte) Quanto tempo imaginei que tua relação conosco fosse sustentada pelo receio de perder nossa devoção, Como se tua grandeza dependesse da constante vigilância sobre cada coração humano. Hoje reconheço que projetei sobre ti sentimentos próprios da fragilidade das relações humanas marcadas pela insegurança, Pois em Jesus encontrei o Pai cujo amor é tão pleno que convida livremente, persuade pela bondade e nunca precisa controlar para continuar sendo infinitamente Deus. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Teu coração não vive preso ao ciúme ou ao temor. Jesus resumiu tua vontade no amor, e nele encontrei O Deus que convida toda a humanidade à comunhão e ao amor. (refrão final) Agora descanso em Jesus, eterno Deus de amor; Tua vontade sempre floresce em graça e favor. Deus conosco, perfeito em paz e esplendor, Pois tua eterna essência jamais será diferente do amor.

