
(estrofe 1) Ergui os olhos para a vastidão celeste, onde nenhum muro limita o horizonte agreste, e compreendi, diante daquela imensidão, que a liberdade nasce primeiro na visão. (estrofe 2) Por muito tempo aceitei cercas invisíveis, feitas de medos antigos e verdades falíveis, mas o vento levou suas frágeis construções, abrindo espaço para novas percepções. (estrofe 3) Vi aves cruzando continentes sem prisão, guiadas apenas pela própria direção, e aprendi que o pensamento libertado, descobre caminhos jamais imaginados. (estrofe 4) As nuvens mudavam de forma no ar, sem receio de deixar o passado passar, ensinando que crescer com autenticidade, também exige desprendimento e liberdade. (refrão) Céu sem fronteiras, espaço para pensar, além das prisões que tentam limitar, livre é o coração que aprende a enxergar, novos mundos para viver e alcançar. (estrofe 5) Observei o voo sereno de um albatroz, que desafiava distâncias veloz após veloz, e percebi que a mente que ousa sonhar, sempre encontra novas formas de navegar. (estrofe 6) Havia montanhas erguidas pela opinião, tentando impor estreita interpretação, mas escolhi buscar a compreensão profunda, que torna a consciência mais fecunda. (estrofe 7) O nascer do sol coloriu o firmamento, renovando paisagens a cada momento, e mostrou que toda transformação verdadeira, começa dentro da mente inteira. (refrão) Céu sem fronteiras, espaço para pensar, além das prisões que tentam limitar, livre é o coração que aprende a enxergar, novos mundos para viver e alcançar. (estrofe 8) Cruzei desertos de rígida convicção, onde faltava espaço para a reflexão, até descobrir que a sabedoria sincera, escuta, aprende, cresce e considera. (estrofe 9) As estrelas desenhavam rotas sobre a amplidão, sem exigir uniformidade ou repetição, lembrando que a diversidade do universo, compõe a beleza de cada verso. (estrofe 10) Agora caminho sob o infinito azul, do nascente dourado ao distante sul, sabendo que a verdadeira libertação, é ampliar constantemente a compreensão. (ponte) Lamento os dias em que aceitei limitar, os sonhos que nasceram para voar, quando troquei a descoberta pela contenção, e aprisionei a força da imaginação. (refrão) Céu sem fronteiras, espaço para pensar, além das prisões que tentam limitar, livre é o coração que aprende a enxergar, novos mundos para viver e alcançar. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho florescer, mesmo quando a tristeza vem aparecer, cultivo alegria com sincera gratidão, e faço da liberdade minha canção.

