(estrofe 1) Ergueu-se sobre mim um sinal invisível, como céu desenhado em pleno coração, não feito de guerra, nem grito temível, mas tecido em silêncio de afeição. (estrofe 2) Não é estandarte de conquista ou domínio, nem chama que fere por ambição, é marca suave, sagrado caminho, que envolve a alma em proteção. (estrofe 3) Tua presença se estende como véu sobre o dia, cobrindo meus passos com luz e calor, e o mundo que antes pesava e feria se curva ao compasso do teu amor. (estrofe 4) Teu cuidado me envolve sem força ou pressão, como brisa que abraça o campo ao entardecer, e descubro no alto do meu coração tua bandeira erguida a me proteger. (refrão) Tua bandeira é amor sobre mim levantado, não de guerra, mas de pertença e favor, e no campo da vida, por ti marcado, sou abrigo guardado na força do amor. (estrofe 5) Há sinais no mundo que pesam e ferem, que impõem sua marca sem consentir, mas teu amor é escolha que os céus preferem, é laço que ensina a existir. (estrofe 6) Sob tua bandeira não há escravidão, nem correntes que prendem o coração, há espaço aberto, há direção, há liberdade em comunhão. (estrofe 7) Teu nome tremula como pano ao vento, não em guerra, mas em paz revelada, é convite suave, é pertencimento, é alma por graça abraçada. (refrão) Tua bandeira é amor sobre mim levantado, não de guerra, mas de pertença e favor, e no campo da vida, por ti marcado, sou abrigo guardado na força do amor. (estrofe 8) Nos campos da vida onde tantos disputam, teu sinal não levanta rivalidade, é amor que acolhe os que escutam o chamado da verdade. (estrofe 9) Tua bandeira não divide caminhos, nem levanta muralhas no ser, mas reúne dispersos, desfaz desalinhamentos, e ensina o coração a viver. (estrofe 10) Por isso descanso sob teu estandarte, como quem encontrou direção, pois teu amor não é parte, é inteiro domínio do coração. (refrão) Tua bandeira é amor sobre mim levantado, não de guerra, mas de pertença e favor, e no campo da vida, por ti marcado, sou abrigo guardado na força do amor.