(estrofe 1) Eliú prosseguiu, pedindo aos sábios atenção, Que os entendidos ouvissem com cuidadosa reflexão; Pois o ouvido prova as palavras, como o paladar prova o alimento, E juntos examinemos o que é justo no pensamento. Jó dissera: “Sou justo, mas Deus me tira o direito”, E também: “De nada vale agradar-lhe”, segundo seu conceito; Por isso Eliú pergunta, diante de toda a assembleia, Se alguém pode falar assim e ainda sustentar tal ideia. (estrofe 2) Longe de Deus esteja praticar qualquer perversidade, Pois Ele não torce o direito nem abandona a equidade; Segundo suas obras, Ele trata cada criatura, Sem favorecer governante ou pessoa de grande altura. Não há acepção de pessoas diante do Criador, Nem preferência pelo rico, pelo pobre ou pelo senhor; Ele não olha para títulos, riqueza ou posição, Porque todos são obra de suas mãos na criação. (estrofe 3) Se Deus recolhesse para Si o espírito e o sopro vital, Toda carne pereceria, e o ser humano voltaria ao pó afinal; Se tivesse interesse em alguém, quem poderia questionar? E se escondesse Seu rosto, quem poderia continuar? Ele conhece os caminhos de cada ser vivente, Seus olhos contemplam tudo, nada fica ausente; Não precisa investigar demoradamente o proceder, Pois diante de Sua presença não há caminho a esconder. (refrão) Jesus também ensinou que Deus não faz acepção, E chamou para o amor, a justiça e a compaixão; Mas não ensinou que todo sofrimento seja punição, Nem que toda desgraça revele culpa ou condenação. Deus conhece os caminhos, mas Jesus mostrou também: Que o Pai faz nascer o sol sobre maus e sobre quem faz o bem; Por isso, justiça não combina com acusação sem verdade, E misericórdia deve acompanhar toda a equidade. (refrão especial) Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção: O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação. Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus, Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz. O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém, Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também. Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu, Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu. (estrofe 4) Eliú afirma que Deus não age com maldade ou opressão, Nem perverte o julgamento por causa de posição; Não destrói governantes por capricho ou interesse, Nem trata o pobre com desprezo porque alguém lhe favorecesse. Seus olhos estão sobre todos, sem esconder qualquer caminho, Nem as trevas ocultam o homem quando ele segue sozinho; Ele não precisa marcar hora para julgar uma ação, Pois conhece imediatamente cada passo e intenção. (estrofe 5) Segundo Eliú, Deus quebra o poder do homem violento, Para que o pobre não seja dominado pelo sofrimento; Ele ouve o clamor quando a opressão se torna pesada, E impede que a injustiça permaneça eternamente instalada. Mas acusa Jó de acrescentar rebeldia à sua transgressão, De responder aos amigos com palavras de provocação; Diz que suas palavras deveriam ser examinadas até o fim, E que Jó multiplicava discursos contra Deus, segundo Eliú, assim. (refrão) Jesus revelou justiça que se encontra com o perdão, Defendeu quem sofria e rejeitou a falsa condenação; Chamou felizes os humildes, os pobres e os que choram também, E mandou amar até mesmo quem nos trata sem querer bem. A justiça de Deus não pode servir para justificar opressão, Nem transformar sofrimento alheio em prova de condenação; O Deus revelado por Jesus procura levantar quem caiu, Com verdade, misericórdia e amor, como Ele mesmo serviu. (refrão especial) Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção: O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação. Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus, Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz. O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém, Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também. Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu, Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.