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CASTIGO DIVINO POR ERROS HUMANOS

(estrofe 1) Defendendo teologia, ergo a pergunta antiga Se toda dor vem do céu como sentença Ou se a fé, quando acusa, se fatiga E troca cuidado por violência (estrofe 2) Jesus tocava feridas, não lançava trovão Chamava de filha quem vivia acorrentada Enquanto vozes vestiram Deus de punição E chamaram tragédia de lição calculada (estrofe 3) Confundiram o caos do mundo em colisão Com a vontade santa do Criador Mas Cristo soltou laços, não algemou a mão Restaurou corpos, histórias e valor (refrão) Não é castigo o que fere a criação Nem punição o choro humano Deus não escreve ódio no furacão Nem assina a dor com selo soberano (estrofe 4) Defendendo teologia, escolho a compaixão Que não explica o mal com frieza Há mistérios que pedem presença e mão Não discursos que aumentam a tristeza (estrofe 5) Quando a fé chama ruína de correção Ela trai o rosto que diz servir Pois Jesus viu cativeiro, não condenação E chamou a cura de permitir (refrão) Não é castigo o que fere a criação Nem punição o choro humano Deus não escreve ódio no furacão Nem assina a dor com selo soberano (estrofe 6) A cruz não foi ameaça levantada Foi abraço aberto no sofrimento Enquanto a culpa foi institucionalizada O amor seguiu como fundamento (estrofe 7) Defendendo teologia, escolho afirmar Que Deus não se revela na destruição Mas no gesto que insiste em restaurar Vida ferida em reconstrução (refrão) Não é castigo o que fere a criação Nem punição o choro humano Deus não escreve ódio no furacão Nem assina a dor com selo soberano