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A maldição eterna sobre povos inteiros

(estrofe 1) Disseram que havia nações esquecidas, Marcadas por séculos de rejeição; Mas Cristo cruzou as antigas divisas, Levando esperança a cada coração. (estrofe 2) Levantaram fronteiras de sangue e origem, Como muros sem porta para transpor; Mas teu Filho fez da misericórdia a vertigem Que derruba barreiras pelo amor. (estrofe 3) Ouvi que alguns jamais seriam aceitos, Por herdarem antiga separação; Mas tua graça abraça todos os peitos, Sem medir passado ou geração. (estrofe 4) O estrangeiro chorava distante da festa, Sem lugar entre o povo e o altar; Mas Jesus transformou a exclusão que resta Num convite para todos entrar. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não amaldiçoas povos por sua origem ou nação. Jesus acolheu samaritanos, gentios, e nele encontrei O Deus que faz da humanidade uma só comunhão. (estrofe 5) Sentaram-se juízes sobre antigas memórias, Pesando famílias em velhos padrões; Mas teu Reino reescreve as histórias, Curando feridas entre as nações. (estrofe 6) Nem idioma, cultura ou nascimento, Erguem muralhas diante de ti; Teu olhar atravessa qualquer fundamento, Chamando cada filho para si. (estrofe 7) Enquanto o preconceito dividia caminhos, Criando distâncias sem razão; Cristo reuniu os povos vizinhos Na mesa da reconciliação. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não amaldiçoas povos por sua origem ou nação. Jesus acolheu samaritanos, gentios, e nele encontrei O Deus que faz da humanidade uma só comunhão. (estrofe 8) Vi a mulher junto ao velho poço, Recebendo água que jamais findou; Ali compreendi teu eterno alvoroço: Teu amor ninguém jamais limitou. (estrofe 9) Também vi o samaritano caído, Transformar-se em mestre da compaixão; Pois quem parecia o mais rejeitado e esquecido Revelou o verdadeiro irmão. (estrofe 10) Hoje contemplo o horizonte aberto, Sem fronteiras erguidas pelo temor; Descubro teu coração sempre por perto, Chamando todas as gentes ao amor. (ponte) Quanto tempo aceitei que antigos preconceitos representassem tua vontade perfeita, Como se teu coração acompanhasse divisões construídas pela história. Hoje reconheço que reduzi tua infinita graça a uma identidade estreita, Quando em Cristo encontrei um Pai que oferece a todos a mesma vitória. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não amaldiçoas povos por sua origem ou nação. Jesus acolheu samaritanos, gentios, e nele encontrei O Deus que faz da humanidade uma só comunhão. (refrão final) Agora descanso em Jesus, eterno Deus de amor; Jamais excluirás quem busca tua luz e teu favor. Deus conosco, para sempre o mesmo Redentor, Cuja graça abraça o universo com infinito amor.