
(estrofe 1) Ser gente é sorrir com o brilho do outro, É deixar que o amor transborde no encontro. Não medir a vida por ganho e por troco, Mas por gestos sinceros que nascem do pronto. (estrofe 2) Quem inveja o alheio se prende em correntes, Não vê que a alegria é flor para todos. Enquanto o rancor fere almas e mentes, O amor compartilha seus frutos e modos. (estrofe 3) Ser gente é plantar o bem que liberta, É abrir os olhos para a estrada certa. Aplaudir o irmão sem peso ou vaidade, E crer que a vitória é graça e verdade. (refrão) Quem ama não mede, nem sente ciúme, Sabe que a vida é de luz e perfume. Deus reparte bênçãos como o sol reparte o dia, E a alma se alegra com a alegria alheia. (estrofe 4) A inveja consome o brilho do olhar, Apaga o riso e impede de amar. Mas quem se contenta com o que é do céu, Sente o coração limpo, puro e fiel. (estrofe 5) Deus não separa por riqueza ou talento, O que vale é o amor, não o ornamento. Cada dom é diferente, e é isso o encanto, A diversidade é um louvor em canto. (refrão) Quem ama não mede, nem sente ciúme, Sabe que a vida é de luz e perfume. Deus reparte bênçãos como o sol reparte o dia, E a alma se alegra com a alegria alheia. (estrofe 6) Quem inveja esquece que o tempo ensina, Que o fruto de um cresce, e outro germina. Cada estação tem seu dom e seu tom, E o amor é o mesmo — o mais alto som. (estrofe 7) Ser gente é viver com o coração aberto, Fazer da vida um jardim por perto. Sem invejar, mas celebrar o irmão, Na festa divina da comunhão. (refrão) Quem ama não mede, nem sente ciúme, Sabe que a vida é de luz e perfume. Deus reparte bênçãos como o sol reparte o dia, E a alma se alegra com a alegria alheia.

