
(ESTROFE 1) Curtindo a natureza no silêncio do dia, O céu pesado anuncia a imensidão, Entre cinzas densas nasce a poesia De um raio de sol buscando o chão. (ESTROFE 2) As nuvens disputam o espaço do olhar, Como dúvidas presas no coração, Mas a luz não pede licença pra passar, Ela encontra fresta, tempo e direção. (ESTROFE 3) Um feixe dourado rasga a cortina do medo, Desenha caminhos no ar em suspensão, Mostra que a sombra não guarda segredo Quando a luz insiste em ser revelação. (REFRÃO) SEMPRE HÁ LUZ PARA QUEM ESPERA, UM CLARÃO QUE O ESCURO SUPERA, O SOL ENSINA, SEM FAZER RUÍDO, QUE TODO BREU PODE SER VENCIDO. (ESTROFE 4) No chão molhado o brilho repousa, Beija folhas, pedras e o pó do lugar, A esperança simples, quieta e formosa, Não grita: apenas decide ficar. (ESTROFE 5) Curtindo a natureza, aprendo a lição: Nem tudo se abre de uma só vez, Há vitórias que vêm em forma de clarão, Breves, mas suficientes pra seguir outra vez. (REFRÃO) SEMPRE HÁ LUZ PARA QUEM ESPERA, UM CLARÃO QUE O ESCURO SUPERA, O SOL ENSINA, SEM FAZER RUÍDO, QUE TODO BREU PODE SER VENCIDO. (ESTROFE 6) O raio não expulsa a nuvem do céu, Apenas convive, firme em seu papel, Mostra que a paz não nasce do véu, Mas do encontro sincero entre sombra e fiel. (ESTROFE 7) Quando o dia parece fechado demais, E o horizonte insiste em se esconder, Lembro: a luz sempre encontra seus sinais, E sabe exatamente onde aparecer. (REFRÃO) SEMPRE HÁ LUZ PARA QUEM ESPERA, UM CLARÃO QUE O ESCURO SUPERA, O SOL ENSINA, SEM FAZER RUÍDO, QUE TODO BREU PODE SER VENCIDO.

