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O ATO VIOLENTO DE FINEIAS COMO ZELO DIVINO

V4.5-ALL

(estrofe 1) No centro do acampamento houve aflição, E um sacerdote ergueu sua mão, Transformando ira e indignação Em gesto mortal de condenação. (estrofe 2) Fineias atravessou o casal com violência cruel, E chamaram aquilo de fidelidade ao céu, Como se o amor do Deus Emanuel Precisasse de sangue para ser fiel. (estrofe 3) Durante anos carreguei confusão, Crendo que o zelo exigia punição, E que a espada poderia ser expressão Da mais alta espiritual devoção. (estrofe 4) Mas meu espírito fez séria reflexão: Se Tu és fonte eterna de compaixão, Como aprovarias mortal execução Como símbolo de santificação? (refrão) Perdão Senhor, não és Deus de agressão, Nem transformas violência em salvação, Em Jesus Cristo vejo misericórdia e perdão, Teu amor restaura sem destruição. (estrofe 5) Então Te vi no monte da transfiguração, Rejeitando vingança e condenação, E ensinando que a verdadeira conversão Nasce da graça e da compreensão. (estrofe 6) Te vi impedir a pedra em acusação, Salvando a mulher da humilhação, Pois Teu Reino não floresce na execução, Mas no recomeço e na restauração. (estrofe 7) Teu olhar jamais celebra a opressão, Nem transforma morte em glorificação, És como chuva trazendo renovação, Sobre terras secas pela exclusão. (refrão) Perdão Senhor, não és Deus de agressão, Nem transformas violência em salvação, Em Jesus Cristo vejo misericórdia e perdão, Teu amor restaura sem destruição. (estrofe 8) Quantos ainda confundem fervor e imposição, Imaginando santidade na intimidação, Quando Tua voz conduz o coração Pelo caminho da reconciliação. (estrofe 9) Tu és como médico em dedicação, Que trata a ferida sem punição, E jamais converterias devoção Em espetáculo de eliminação. (estrofe 10) Hoje releio Números com nova percepção, Reconhecendo ali antiga interpretação, Mas em Cristo encontro a revelação: Teu rosto é ternura, paz e inclusão. (ponte) Falhei ao chamar brutalidade de pureza, Ao confundir intolerância com firmeza, Ao não perceber que Tua grandeza Se revela no amor e na delicadeza. (refrão) Perdão Senhor, não és Deus de agressão, Nem transformas violência em salvação, Em Jesus Cristo vejo misericórdia e perdão, Teu amor restaura sem destruição. (refrão final) Descanso em Ti, Jesus, abrigo e calor, Jamais serias crueldade, ameaça ou temor, És Deus que sustenta o mundo com infinito favor, E permaneces conosco em perfeito amor.