
Minas de São Pedro
[Verso 1] Cheiro a ferro e chuva Roupa preta a secar Mãos marcadas pela escória Olhos fundos a parar O apito corta a névoa “Vai ser rápido” Diz o pai Na taberna o vinho cai E o medo ninguém o trai [Refrão] Minas de São Pedro da Cova Quem entra esquece a cor do céu Lá em baixo a noite é nova Mas rouba o riso Rouba o véu Minas de São Pedro da Cova Ecoam passos que já não são meus [Verso 2] Carvão preso nas rugas Fotografias na gaveta Capacetes na parede Cada um Uma promessa quieta As mulheres contam as horas Pelas brasas no fogão Cada estalo é um pressentir Cada atraso Um coração no chão [Refrão] Minas de São Pedro da Cova Quem entra esquece a cor do céu Lá em baixo a noite é nova Mas rouba o riso Rouba o véu Minas de São Pedro da Cova Ecoam passos que já não são meus [Ponte] E quando fecharam os túneis Ficou o pó no respirar Ficou o nome nas esquinas E um vazio a trabalhar [Refrão] Minas de São Pedro da Cova Quem entra esquece a cor do céu Lá em baixo a noite é nova Mas rouba o riso Rouba o véu Minas de São Pedro da Cova Ecoam passos que já não são meus

