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O FILHO PRÓDIGO NÃO TEVE SACRIFÍCIO

V6-MINI

(estrofe 1) Partiu levando a herança e a esperança, deixou para trás o calor do seu chão; gastou seus sonhos, perdeu a bonança, mas nunca perdeu o lugar no coração. (estrofe 2) Não houve altar esperando sua volta, nem preço marcado diante do portão; o pai correu quando o viu pela estrada, e o abraço falou mais que qualquer explicação. (estrofe 3) Não trouxe oferenda, nem trouxe promessa, não tinha riquezas para apresentar; trazia somente a sua fraqueza e a coragem humilde de recomeçar. (estrofe 4) O pai não pediu que primeiro pagasse, nem fez do retorno uma negociação; antes que o filho sequer explicasse, já havia festa dentro do coração. (refrão) Quem volta para casa encontra braços, não uma balança cobrando o que fez; a graça desfaz os antigos fracassos e acende esperança outra vez. (estrofe 5) O irmão mais velho contou suas virtudes, como quem apresenta um livro de razão; mas o pai enxergava outras atitudes: queria um irmão, não uma competição. (estrofe 6) A mesa foi posta sem preço ou contrato, o melhor foi trazido para celebrar; o perdido voltava a ser filho de fato, e o amor não precisou de sangue para amar. (estrofe 7) A parábola rompe antigas medidas, que fazem da graça um prêmio a merecer; Deus não contabiliza somente feridas, ele abre caminhos para alguém renascer. (refrão) Quem volta para casa encontra braços, não uma balança cobrando o que fez; a graça desfaz os antigos fracassos e acende esperança outra vez. (estrofe 8) Há uma janela aberta na narrativa, por onde a misericórdia começa a entrar; a justiça do Reino não busca vingança, procura o perdido e o faz retornar. (estrofe 9) O pai permanece na porta esperando, sem transformar a saudade em condenação; seu gesto transforma o passado em futuro e devolve ao filho sua dignidade e seu chão. (estrofe 10) Assim Jesus pinta o retrato do Pai, sem medo, sem ódio, sem preço ou temor; quem contempla essa face e nela confia descobre que a graça tem rosto de amor. (refrão) Quem volta para casa encontra braços, não uma balança cobrando o que fez; a graça desfaz os antigos fracassos e acende esperança outra vez.