(estrofe 1) Quando a luz se derrama sobre o vale adormecido, As montanhas revelam seu contorno ancestral, E o mundo antes cinza, quase esquecido, Se veste de cor em gesto natural. (estrofe 2) O rio ganha brilho ao tocar a corrente, Refletindo segredos do céu e do chão, E cada paisagem se torna presente Como um quadro vivo em transformação. (estrofe 3) Nos jardins ocultos de sombra profunda, A flor se esconde sem poder mostrar, Mas a luz a desperta em beleza fecunda, Fazendo sua essência se revelar. (estrofe 4) A natureza inteira responde ao clarão, Como se acordasse de um sonho antigo, E cada detalhe ganha nova expressão, Sob o toque suave do brilho amigo. (refrão) Ser luz do mundo é revelar o que é belo, É fazer da vida um eterno desabrochar, É abrir os olhos do mundo inteiro Para aquilo que a sombra não pode mostrar. (estrofe 5) Na serra distante, onde o vento repousa, A pedra se veste de tons de esplendor, E a luz transforma a paisagem silenciosa Num hino profundo de vida e valor. (estrofe 6) O campo dourado, o céu transparente, As folhas que dançam ao leve arfar, Tudo se encontra no brilho presente Que ensina a beleza a se revelar. (estrofe 7) Há segredos guardados na dobra do tempo, Que só se mostram sob o sol a nascer, E a luz desfaz todo véu e lamento, Fazendo o oculto enfim aparecer. (refrão) Ser luz do mundo é revelar o que é belo, É fazer da vida um eterno desabrochar, É abrir os olhos do mundo inteiro Para aquilo que a sombra não pode mostrar. (estrofe 8) Também na alma existem paisagens escondidas, Montanhas internas que o medo encobriu, Mas a luz do encontro desperta as feridas E transforma o vazio no que já floriu. (estrofe 9) Cada olhar iluminado descobre no outro Um mundo profundo de rara beleza, E rompe a distância que cobre o encontro Com gestos de vida, ternura e certeza. (estrofe 10) Assim como o sol revela o que a noite ocultava, E pinta de ouro o que era escuridão, Ser luz do mundo é tornar-se quem lava O véu que encobre toda criação. (refrão) Ser luz do mundo é revelar o que é belo, É fazer da vida um eterno desabrochar, É abrir os olhos do mundo inteiro Para aquilo que a sombra não pode mostrar.