
(estrofe 1) Contando o cristianismo... é lembrar quando a fé tomou voz de sentença, e alguns quiseram aprisionar a dignidade sob velha crença. (estrofe 2) Em nome de uma interpretação, ergueram muralhas sobre o viver, esquecendo que toda condição carrega um direito de ser. (estrofe 3) Nas praças do tempo e da história, ecoaram discursos de restrição, como se a graça e a memória pertencessem a uma só visão. (estrofe 4) Leis nasceram de mãos fechadas, temerosas da diversidade, e muitas vozes silenciadas esperavam por igualdade. (refrão) Mas o amor não conhece barreira, nem escolhe quem deve acolher, pois a justiça verdadeira faz toda pessoa florescer. (estrofe 5) Alguns chamaram ordem e prudência o que era medo de mudar, sem perceber que a convivência também ensina a caminhar. (estrofe 6) Doutrinas vestidas de armadura tentaram conter novos caminhos, mas a esperança madura sempre encontra seus destinos. (estrofe 7) Entre decretos e argumentos, muitos clamaram por atenção, pois não existem sofrimentos sem rosto e sem coração. (refrão) Mas o amor não conhece barreira, nem escolhe quem deve acolher, pois a justiça verdadeira faz toda pessoa florescer. (estrofe 8) Jesus sentava-se entre excluídos, rompendo muros de separação, abraçando os esquecidos com misericórdia e compaixão. (estrofe 9) Seu Reino não tinha fronteira de raça, posição ou valor, e sua mesa hospitaleira transbordava paz e amor. (estrofe 10) Se a fé deseja ser memória viva do Carpinteiro de Nazaré, que jamais transforme a normativa em instrumento contra a fé. (refrão) Mas o amor não conhece barreira, nem escolhe quem deve acolher, pois a justiça verdadeira faz toda pessoa florescer.

