
(estrofe 1) Contando o cristianismo em voz encarnada Ouço histórias partidas ao meio Espírito exaltado, carne negada Como se o chão não fosse de Deus por inteiro (estrofe 2) Chamaram o corpo de peso e prisão Desprezaram o pão, o cuidado, a dor Mas a fé que ignora a condição Esquece que justiça também é amor (estrofe 3) Se o corpo é esquecido no discurso sagrado A fome vira teste, a doença lição Mas Deus se revela no humano cansado E não separa alma de compaixão (refrão) Não há céu que despreze o chão Nem fé que viva sem pão O corpo também é oração E a vida inteira é redenção (estrofe 4) Dualismos criaram muros invisíveis Entre rezar e repartir Mas o Evangelho torna indissolúveis O cuidar, o curar, o existir (estrofe 5) Jesus tocou feridas, comeu com gente Não salvou almas por abstração Fez do corpo lugar presente Onde Deus faz habitação (refrão) Não há céu que despreze o chão Nem fé que viva sem pão O corpo também é oração E a vida inteira é redenção (estrofe 6) Quando a fé ignora a carne sofrida Perde o rumo, perde o tom Pois negar o valor da vida É negar o Deus da encarnação (estrofe 7) Contando o cristianismo sem divisão Aprendo um credo integral Corpo, justiça, saúde e pão São partes do mesmo sinal (refrão) Não há céu que despreze o chão Nem fé que viva sem pão O corpo também é oração E a vida inteira é redenção

