(estrofe 1) Sendo luz do mundo, aprendo a ver Que até o farol precisa de estrada Brilhar não é nunca se esconder Nem caminhar na noite isolada (estrofe 2) Não saber pedir ajuda cansa o chão O passo pesa, o fôlego se parte Quem tenta ser ilha no próprio coração Esquece que viver também é partilhar a arte (estrofe 3) Carregar o mundo sozinho na mão Apaga a chama que quer iluminar A força que nega comunhão Acaba por se exaurir no ar (refrão) Pedir ajuda não apaga a luz Faz dela ponte, faz dela sinal Quem se permite ser conduz Ilumina o outro e a si, no final (estrofe 4) Sendo luz do mundo, reconheço o limite Como a lua que reflete o sol Toda claridade que se transmite Nasce do encontro, não do farol (estrofe 5) O orgulho disfarçado de autonomia Constrói muros dentro do peito Mas a luz floresce na sintonia De aceitar cuidado e afeto (refrão) Pedir ajuda não apaga a luz Faz dela ponte, faz dela sinal Quem se permite ser conduz Ilumina o outro e a si, no final (estrofe 6) Há cansaços que não são fraqueza São convites a aprender comunhão A alma encontra nova firmeza Quando divide peso e direção (estrofe 7) Sendo luz do mundo, sigo inteiro Sem fingir que posso tudo sozinho Pedir ajuda é gesto verdadeiro Que clareia o próprio caminho (refrão) Pedir ajuda não apaga a luz Faz dela ponte, faz dela sinal Quem se permite ser conduz Ilumina o outro e a si, no final