
(estrofe 1) Defendendo a teologia do coração Que pulsa antes de qualquer papel Onde a fé não vira prisão Nem Deus se reduz a um pincel (estrofe 2) Leis viraram altares frios Com velas de medo e controle Esqueceram os rostos vivos Para adorar o próprio molde (estrofe 3) Jesus falou de amor como eixo De mesa, caminho e chão Mas fizeram do texto um fecho E da regra, nova salvação (refrão) O amor não cabe em grades santas Nem se curva à rigidez do poder Quando a regra vira ídolo A misericórdia começa a morrer (estrofe 4) Criaram cercas para o sagrado Como se Deus fosse escapar Mas o divino sempre andou ao lado De quem só queria respirar (estrofe 5) A doutrina, feita para servir Vestiu trono, espada e voz Passou a julgar, não a curar Esquecendo que Deus anda entre nós (refrão) O amor não cabe em grades santas Nem se curva à rigidez do poder Quando a regra vira ídolo A misericórdia começa a morrer (estrofe 6) Defender teologia é lembrar Que verdade sem graça é ruído É saber quando interpretar E quando apenas estar junto (estrofe 7) Se a fé não gera compaixão Algo essencial se perdeu Pois amar foi sempre a missão Antes de tudo o que se escreveu (refrão) O amor não cabe em grades santas Nem se curva à rigidez do poder Quando a regra vira ídolo A misericórdia começa a viver

