
(estrofe 1) Não consigo ver a dor sem me importar, Nem cruzar braços diante da aflição; Se tenho algum saber para compartilhar, Que ele se transforme em gesto e ação. (estrofe 2) A fome não se vence apenas com discurso, Nem a solidão se cura com opinião; É preciso caminhar, oferecer recurso, E fazer da empatia uma contribuição. (estrofe 3) Se alguém perdeu a força para prosseguir, Posso escutar sem pressa de aconselhar; Às vezes, dar espaço para alguém existir É o primeiro passo para recomeçar. (estrofe 4) Meu conhecimento não será vaidade, Nem minha voz servirá para aparecer; Quero empregá-los com responsabilidade, Abrindo caminhos para outros crescerem. (refrão) GOSTO DE SERVIR À SOCIEDADE, DE FAZER DO MEU SABER SOLIDARIEDADE; NÃO QUERO SER INDIFERENTE À DOR, QUERO TRANSFORMAR COMPETÊNCIA EM AMOR. (estrofe 5) Na comunidade, há muito por construir: Uma porta aberta, um curso, uma refeição; Há quem precise de oportunidade para agir, E quem só necessite de acolhida e atenção. (estrofe 6) Não basta lamentar a desigualdade, Nem culpar o destino por cada privação; É preciso unir forças com seriedade, Cobrar direitos e ampliar a participação. (estrofe 7) Sirvo sem exigir aplauso ou recompensa, Mas sem confundir bondade com submissão; Também se serve quando a palavra é defesa, Quando se denuncia a injustiça e a exclusão. (refrão) GOSTO DE SERVIR À SOCIEDADE, DE FAZER DO MEU SABER SOLIDARIEDADE; NÃO QUERO SER INDIFERENTE À DOR, QUERO TRANSFORMAR COMPETÊNCIA EM AMOR. (estrofe 8) Se ocupo um espaço de influência, Que ele não se feche em benefício pessoal; Quero emprestar-lhe escuta e consciência, Para que a dignidade alcance o coletivo e o social. (estrofe 9) Servir também é aprender com quem recebe, Pois ninguém conhece sozinho toda a verdade; A ajuda mais humana é aquela que percebe A voz, a escolha e a autonomia de cada comunidade. (estrofe 10) Não posso resolver sozinho o mundo inteiro, Nem carregar toda a dor como obrigação; Mas posso fazer bem o que cabe ao meu roteiro, E somar meu trabalho à força da união. (ponte) Lamento as vezes em que me recolhi, Quando o medo ou o cansaço me fizeram recuar; As ocasiões em que vi e não agi, E deixei para depois o que podia começar. (refrão) GOSTO DE SERVIR À SOCIEDADE, DE FAZER DO MEU SABER SOLIDARIEDADE; NÃO QUERO SER INDIFERENTE À DOR, QUERO TRANSFORMAR COMPETÊNCIA EM AMOR. (refrão final) AGORA EU ME AMO E ESCOLHO A ALEGRIA PARA VIVER, MESMO QUANDO A TRISTEZA TEM RAZÕES PARA APARECER; SIRVO COM ESPERANÇA, SEM ME ABANDONAR, GOSTO DE SERVIR À SOCIEDADE E DE ME ALEGRAR.

