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NEGLIGÊNCIA COM O MEIO AMBIENTE

(estrofe 1) O rio clama em silêncio, mas ninguém quer ouvir, A floresta se despede, sem chance de resistir. E a Igreja, voltada a templos de pedra fria, Esqueceu que o mundo é o altar da harmonia. (estrofe 2) A fumaça sobe aos céus, tapando o azul da manhã, O pássaro cai do voo, sem abrigo, sem amanhã. Mas o púlpito prega promessas de outro chão, Negligenciando a terra, entregue à destruição. (estrofe 3) O deserto avança firme, o verde vai sumindo, E a fé que deveria guardar, segue dormindo. Cristianismo se cala, não cumpre seu dever, De cuidar da criação que Deus fez florescer. (refrão) Cristo nos deu a vida, não só para esperar, Mas para amar o mundo, regar, preservar. Se a fé não defende a terra, não cumpre a missão, É discurso vazio, perdido em contradição. (estrofe 4) O peixe morre no rio, de lixo sufocado, Enquanto altares brilham em ouro acumulado. A Igreja que ensina amor ao próximo irmão, Esqueceu que a natureza também pede compaixão. (estrofe 5) Montanhas são feridas, abertas sem piedade, E a fé que deveria agir, mostra frieza e vaidade. Cristianismo pregado, mas sem coerência com o céu, Ignora que o jardim é parte do eterno véu. (refrão) Cristo nos deu a vida, não só para esperar, Mas para amar o mundo, regar, preservar. Se a fé não defende a terra, não cumpre a missão, É discurso vazio, perdido em contradição. (estrofe 6) As crianças herdarão cinzas no lugar de flores, E os templos entoarão cantos sem cores. Pois quem despreza a criação, criada com ternura, Rejeita a própria essência da fé mais pura. (estrofe 7) Cristianismo precisa voltar ao que é raiz, Defender a vida, como o Mestre nos quis. Se o amor não toca a terra, não há redenção, Só resta a poeira da nossa omissão. (refrão) Cristo nos deu a vida, não só para esperar, Mas para amar o mundo, regar, preservar. Se a fé não defende a terra, não cumpre a missão, É discurso vazio, perdido em contradição.