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A MORTE DE ACÃ E DE SUA FAMÍLIA

(estrofe 1) Acã foi apontado no meio da congregação, E junto com seus bens veio a condenação; Mas a narrativa alcança sua própria geração, Como se o vínculo familiar compartilhasse a transgressão. (estrofe 2) Se alguém erra sozinho, por que outro deve responder? Se alguém escolhe seu caminho, outro precisa sofrer? A consciência moderna pergunta o que fazer, E Jesus me ensina a responsabilidade pessoal reconhecer. (estrofe 3) Filhos não recebem por herança a culpa de seus pais, Nem irmãos carregam automaticamente os erros ancestrais; Cada consciência possui seus próprios caminhos morais, E a justiça perde seu sentido quando pune inocentes como culpados iguais. (estrofe 4) Jesus encontra no indivíduo uma história singular, Não reduz ninguém à família, ao grupo ou ao lugar; Ele chama cada pessoa para escolher, mudar e caminhar, E oferece ao pecador possibilidade de recomeçar. (refrão) A MORTE DE ACÃ E DE SUA FAMÍLIA, NÃO É A FACE DO PAI QUE JESUS ME REVELA; RESPONSABILIDADE HERDADA NÃO É A JUSTIÇA QUE ELE ENSINA, E ATRIBUIR-LHE ESSA SENTENÇA É UMA LEITURA HUMANA DA ANTIGA NARRATIVA. (estrofe 5) Ezequiel declara que a alma que pecar morrerá, E que o filho não carregará o erro que o pai praticará; Essa voz profética já começa a individualizar Aquilo que cada pessoa deve diante de Deus enfrentar. (estrofe 6) Jeremias também contesta o antigo provérbio popular, Dizendo que cada um por sua própria falta responderá; Não é preciso condenar descendentes para a culpa justificar, Pois a justiça pode reconhecer cada pessoa em seu próprio caminhar. (estrofe 7) Então a própria Bíblia apresenta vozes em tensão, Diferentes perspectivas sobre culpa, família e punição; Isso me impede de transformar uma passagem em definição, Como se toda página trouxesse igual compreensão. (refrão) A MORTE DE ACÃ E DE SUA FAMÍLIA, NÃO É O DEUS DE JESUS, NÃO É SUA JUSTIÇA; QUANDO A CULPA DE UM ALCANÇA QUEM NÃO ESCOLHEU A FALHA, EU RECONHEÇO UMA CONCEPÇÃO HUMANA QUE O EVANGELHO QUESTIONA. (estrofe 8) Jesus encontra um homem chamado Zaqueu e o transforma, Não exige que sua família pague pela sua velha forma; A mudança nasce dentro daquele que a própria consciência reforma, E a reparação começa quando o indivíduo sua vida transforma. (estrofe 9) No Evangelho, o pecado não vira sobrenome permanente, Nem a história familiar define para sempre o ser vivente; O filho pode escolher uma estrada diferente, E cada coração responde diante de Deus pessoalmente. (estrofe 10) Por isso, leio Josué sem esconder sua severidade, Mas não faço daquela antiga pena minha definição de divindade; Se familiares foram atingidos por uma culpa que não escolheram carregar, Posso reconhecer ali uma concepção jurídica de sua sociedade, não o Deus que Jesus veio revelar. (ponte) Quanto falhei querendo harmonizar tudo sem fazer distinção, Forçando o rosto de Jesus dentro de qualquer antiga punição; Eu temia que questionar fosse perder minha convicção, Mas descobri que uma fé madura também suporta a contradição. (refrão) A MORTE DE ACÃ E DE SUA FAMÍLIA, NÃO É O ROSTO DO PAI QUE EM JESUS SE REVELA; CULPA NÃO SE TRANSMITE AUTOMATICAMENTE A QUEM NÃO A ESCOLHEU, E CHAMAR ISSO DE VONTADE DIVINA É UM ACRÉSCIMO HUMANO À NARRATIVA. (refrão final) Agora descanso em Jesus, Deus de eterno amor, Jamais diferente disso conosco, seja qual for a nossa dor; Cada pessoa é chamada por ele, sem herdar condenação, E no Cristo que revela o Pai descanso em misericórdia e amor.