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A EXECUÇÃO DO HOMEM QUE APANHAVA LENHA NO SÁBADO

V4.5-ALL

(estrofe 1) No silêncio do sábado, entre areia e clarão, Um homem juntava gravetos com a mão, Talvez para aquecer sua casa ao anoitecer, Talvez para os seus filhos não terem de sofrer. (estrofe 2) Mas a norma pesou mais que a necessidade, E a regra venceu a humana fragilidade, Disseram que o céu decretou sua execução, Por haver buscado sustento em dia de devoção. (estrofe 3) Pedras caíram onde havia só labor, E o medo vestiu-se de santo rigor, E eu pensei por muito tempo, sem questionar, Que Deus podia matar para ensinar. (estrofe 4) Mas meu coração tremia em silenciosa oração, Se o Amor perfeito exige condenação, Como pode a lenha, recolhida para viver, Ser razão suficiente para alguém morrer? (refrão) Perdão Senhor, não és o Deus da punição, Que coloca a regra acima do coração, Em Jesus Cristo vejo a verdade a resplandecer, O sábado serve ao homem para o fazer viver. (estrofe 5) Então Te vi curando em pleno dia sagrado, Quando muitos diziam que era pecado, E Tu respondeste com serena lucidez, Que o amor vale mais que a rigidez. (estrofe 6) Te vi tocar mãos cansadas e restaurar, Sem perguntar se era hora de trabalhar, Pois Tua santidade não teme compaixão, Antes faz da misericórdia a maior devoção. (estrofe 7) “Foi o sábado feito para o ser humano”, disseste, E com essa palavra todo medo desfizeste, Mostrando que Deus não deseja opressão, Mas descanso, cuidado e libertação. (refrão) Perdão Senhor, não és o Deus da punição, Que coloca a regra acima do coração, Em Jesus Cristo vejo a verdade a resplandecer, O sábado serve ao homem para o fazer viver. (estrofe 8) Quantas vidas ainda sucumbem sob tradição, Quando a norma sufoca a pulsação, Como árvores podadas antes de florescer, Por leis que esqueceram para que devem ser. (estrofe 9) Mas Tu contemplas a fome e o frio do lar, O peso dos dias, o esforço de sustentar, E nunca condenas quem busca sobreviver, Antes ofereces força para permanecer. (estrofe 10) Hoje entendo que o mandamento é abrigo e luz, Quando interpretado pelo amor de Jesus, E toda regra que nega o valor do viver, Precisa, diante da graça, renascer. (ponte) Falhei ao chamar de santa a dureza legal, Ao confundir obediência com juízo fatal, Ao não perceber que a letra sem compaixão, Pode ferir mais fundo que qualquer mão. (refrão) Perdão Senhor, não és o Deus da punição, Que coloca a regra acima do coração, Em Jesus Cristo vejo a verdade a resplandecer, O sábado serve ao homem para o fazer viver. (refrão final) Hoje me acolho com ternura e clareza, Mesmo quando a tristeza visita minha mesa, Escolho a alegria como modo de caminhar, E descubro a cada dia o valor de me amar. (refrão final) Descanso em Ti, Jesus, amor essencial, Jamais serias sentença fria e mortal, És Deus que protege, consola e conduz, E para sempre revelado em Jesus.