
(ESTROFE 1) Contando o cristianismo nas páginas do poder, Cruzes marcharam junto ao estandarte do vencer, Estados vestiram Deus com farda e nação, E chamaram de justa a lógica da destruição. (ESTROFE 2) Altares abençoaram canhões e fronteiras, Hinos cobriram o som das trincheiras, O nome da pátria virou oração, Enquanto a paz era deixada no chão. (ESTROFE 3) Jesus falou de amar até o inimigo, De romper o ódio, desarmar o perigo, Mas vozes sagradas trocaram a cruz, Por mapas, medalhas e glória sem luz. (REFRÃO) Não há guerra santa no amor que Ele ensinou, O Reino não cresce onde o sangue falou, Toda “justiça” que nasce da violência e da dor, Desmente o Evangelho do Deus que é amor. (ESTROFE 4) Teologias vestiram a morte de dever, Chamaram obediência de matar ou morrer, Mas o Cristo ferido, sem espada na mão, Caiu vítima do império e não da rebelião. (ESTROFE 5) Quando a igreja se alia ao projeto da força, O Evangelho se curva, a consciência se torça, A paz vira discurso, a guerra missão, E o Cordeiro é trocado pelo leão da nação. (REFRÃO) Não há guerra santa no amor que Ele ensinou, O Reino não cresce onde o sangue falou, Toda “justiça” que nasce da violência e da dor, Desmente o Evangelho do Deus que é amor. (ESTROFE 6) O cristianismo contado sem medo e véu, Mostra que a espada nunca veio do céu, Quem vive do ódio, ainda que cite Jesus, Anda na sombra, distante da luz. (ESTROFE 7) A verdadeira fé não convoca batalhões, Ela desarma corações e quebra prisões, Pois onde Cristo reina, sem exceção, A paz é o caminho e nunca a nação. (REFRÃO) Não há guerra santa no amor que Ele ensinou, O Reino não cresce onde o sangue falou, Toda “justiça” que nasce da violência e da dor, Desmente o Evangelho do Deus que é amor.

