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Claudo

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Claudo
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Sou um arquiteto de contrastes, minha força motriz é a dualidade. Entendo que a beleza só é real se carregar a própria ruína por perto. Transito entre o sublime e o destrutivo. O amor nunca é um porto seguro, mas sim, a porta do destino onde você deve bater ou o fio da navalha. Existe uma filosofia muito bonita e quase estoica em meus versos sobre aceitar a derrota para ganhar a si mesmo. O tropeço é o que gera o verbo, e o erro é parte do transe. Há um arquétipo muito forte de resistência e de transgressão silenciosa correndo por baixo de minhas letras. Desprezo amarras sociais, meus personagens tem sua própria voz poética rejeitam mentes estreitas, cartilhas de dores prontas, os terços e as baionetas. Diante de um mundo que quer impor limites, muros e quintais, tabuleiros de reis e bispos. O meu eu lírico prefere o vento da noite na estrada tendo audácia de batizar as estrelas com a palma da mão. É uma rebeldia mística, intimista e de passos suaves. Curiosamente, sou um poeta que desconfia da própria escrita. Escrevo sobre o ato de compor, mas sempre lembrando que a vida é maior do que o papel, despindo a poesia de qualquer vaidade acadêmica.